sábado, 9 de abril de 2011

Mais alterações de ordem orçamentária

Não sei se alguém ainda resolve passar os olhos por este blógue cá. De qualquer maneira, se alguém ainda o fizer e se mostrar interessado em continuar a ver o que eu hei-de escrevinhar, deixo aqui o novo endereço de minhas escrevinhações http://libidinagens.tumblr.com/ Espero que esse alguém, ainda interessado em meus lamentos e minhas lamúrias, lá encontre algum alento. O endereço em que estamos, o tal Coisas escritas, me foi de muita utilidade. Aqui, encontrei espaço para dar vazão a minhas inquietações. Analisando-o como um todo, vejo que meu jeito de escrever amadureceu muito nesses quase quatro anos - porém, se amadureceu e ficou bom, é uma outra história, há quem prefira as coisas tenras. Agradeço ao espaço aqui por tudo o que me proporcionou - alívio, noites sem dormir e medo do ridículo. Vale lembrar que o novo endereço, o Libidinagens, se destinará, sobretudo, à produção poética - ah, como eu odeio chamar o que escrevo de POESIA, é muita pretensão, mas devo fazê-lo por questões de etiquetagem da vida. Quando comecei a escrevinhar, me sentia incapaz de produzir poesia. Agora, me sinto indigno disso e, indignamente, algo dentro de mim é obrigado a se mostrar em versos. Como já escrito por aqui, tudo tem um fim, tudo para. E as minhas coisas escritas pararam. Tenhamos boa sorte e um bom fim.

sábado, 2 de abril de 2011

caducifólio

transitório

sem ninguém

transitório

com desejo

transitório

a querer

transitório

com saudades

transitório

- com saudades (espera-se)

transitórias

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

desmotivado

não és razão de poema
nem motivo de canção
és apenas um capricho
de um volúvel coração

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

autoantologia recortada

minha pretensão quando criança
era me encaixar nesses moldes
de vidinhas mal-cantadas
sem querer e sem descontos
me transformei naquela peça
mal-recortada que sobra
ao final do quebra-cabeça

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

vocálico

faço da voz uma alma
para que de mim tu faças
uma vida sem trauma

faço da alma uma voz
para que de ti eu faça
um trauma sem vida