durante seis anos ele fez uma poupança até que um dia cansado de toda essa história resolveu viver voltar à antiga pujança só que como gastar como ser não lhe vinha à memória já bem diziam que quem não dança segura a criança
a maldizer tudo pelos ares a enfiar a cabeça num muro tão alto de desgosto e sofrer a acender sete velas sem entender a esperar por sete selos vazios tão aziagos de angústia e viver a ver numa porta o porvir a marcar-se em nome do nada tão desconhecido de desejo e partir a economizar o ser das ânsias a tecer as horas modorrentas tão soporíferas de perda e remar a rabiscar a fim de exorcizar a escrever como expressão do desânimo tão presente de tenacidade e existir a pintar de d'us as paisagens a transformar-se na sina tão obscura de gozo e revirar
où est ta rue? où tu habites? - tu me l'avais dit mais je l'ai oublié quand je t'ai revu - comment tu vois tes rêves? comment je te semble? qu'est-ce que tu fais quand ta vie danse? qu'est-ce que tu dis à toi-même quand tu es dans le silence? pourquoi tu ne m'as pas dit je vais? pourquoi tu ne m'as pas demandé où est ma rue où j'habite?
- je vais aux rues vides je ne suis que ce qui est vide