segunda-feira, 29 de junho de 2009

poemeto do lenço




por isso é que sempre quis
escrever um poema em um lenço:
existo, logo penso.
danço aos pés do acaso
até que se possa ver o ocaso.
danço como as vogais e consoantes
dançam em mim, um ser dissonante.
eu sou em película, eu sou em tom.
eu sou em prosa, quase não sou em verso,
e, se pensar bem, sou fora do tom.
por quê escrever algo
tão egocêntrico e misantropo?
porque sou assim ma non troppo.
existo, logo penso,
por isso é que sempre quis
escrever um poema em um lenço.

4 comentários:

Cezar and Léia disse...

Outstanding dear friend! Bravo!
I think you have a great talent and need to follow your heart and mind. I loved this poem!
Great work!
kisses , cheeses and wines always!
Léia ;)

"Life is what we conceive to it. For the rustic person where the field it is everything, this field is an empire. For Caesar whose his empire is never enough , that empire is a field.
The poor have an empire, and the rich person has a great field. Indeed, we have only our feelings no more than our own sensations, therefore, not on what they see, we have to enlighten the reality of our lives."
(Fernando Pessoa)

Anônimo disse...

simplesmente amei. muito muito bom leo!
congratulations dear :)

Anônimo disse...

ficou tão bom! adorei (:
já tava com saudade das tuas coisas escritas...

Anônimo disse...

que leitura do seu eu. poeta de si.'ma non troppo'. gostei.
muito interessante. poxa me fez pensar...e... logo existo.
PARABÉNS E VÁ EM FRENTE.