sexta-feira, 7 de agosto de 2009

poemeto da esquina

por todas as ruas em que a procurei
ela dobrava as esquinas
e nunca a achei
através da vidraça
de cada táxi em que a persegui
via seu vulto sentia suas cores
mas por completo nunca a vi

finalmente
resolveste aparecer
deixou-se ver
e se os olhos não mentem
apareceste de um modo
que só os olhos sentem

e ela voltou a fugir
e voltei a perseguir
não como outrora
pois ora sei por onde passa
e aguardo-a três esquinas a frente
para vê-la
de repente

e se os olhos não mentem
desapareceste de um modo
que só os olhos sentem

Um comentário:

Cezar and Léia disse...

Apaixonante! ;)

What a nice surprise after this loooong weekend, an awesome poem , a fabulous post, a beautiful melody in form of letters!
Thanks so much for sharing!
Congratulations for this inspiration!
Léia