das tuas vestes negras
ó irmã sagrada e virulenta
vejo só as barras de teus
mantos sobrepostos com o
fervor da fé maledicente
digo-te agora por ora e depois
que queria mesmo era ver
tuas sandálias tuas botas
que pisam na lama que
zombam dos olhos da salamandra
perspicaz que com melindre
e graça baila por entre
teus pés num gingado tão
dela que tuas ancas querem
imitar mas ela a salamandra
é quem zomba de ti e do teu
fervor da fé maledicente
quero que na lama em que tu pisas
fique só a marca do corpo
filigranado da salamandra
que tuas sandálias tuas botas
e suas marcas sejam a
ferida aberta e ferina de
uma alma escancarada revirada
e que o adeus da salamandra
e seu sorriso forjado no fogo do ardil
te doam te dilacerem
até o fim
do teu fervor
terça-feira, 17 de agosto de 2010
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