terça-feira, 21 de setembro de 2010

cosido

eis que o amante transversal
suas roupas arrancava nu ficava
a amar-se em meio ao milharal
por que arfava por que cantava
a si mesmo num latido salarial
quem lá o via ébrio porque gritava
talvez se esquecesse da vidinha semanal
imponente oráculo do enfado que marchava
e que tolhia qualquer novo ímpeto seminal
talvez se esquecesse da vidinha que trepava
por sobre as cercas das ideias num arroubo visceral
dominada por um santo que lhe urrava
quem lá o via ébrio pensava em carnaval
um espetáculo de luzes interiores que brindava
a uma vida semiaberta a portugal
de um louco aparente que penava
é que vêm as belas ideias como um coral
de multicolor anima que de ser brincava
de um aparente louco terminal
sai a redenção

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