a maldizer tudo pelos ares
a enfiar a cabeça num muro
tão alto de desgosto e sofrer
a acender sete velas sem entender
a esperar por sete selos vazios
tão aziagos de angústia e viver
a ver numa porta o porvir
a marcar-se em nome do nada
tão desconhecido de desejo e partir
a economizar o ser das ânsias
a tecer as horas modorrentas
tão soporíferas de perda e remar
a rabiscar a fim de exorcizar
a escrever como expressão do desânimo
tão presente de tenacidade e existir
a pintar de d'us as paisagens
a transformar-se na sina
tão obscura de gozo e revirar
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
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