"Traduzir uma parte
na outra parte- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?"
(Traduzir-se, de Ferreira Gullar)
meditei sobre como escrevê-la
arranquei do meu eu a vontade de trazê-la
(re)busquei em mim algo para descrevê-la
irritei-me por não haver maneiras de traduzi-la
nas minhas ondas fui pescá-la
a fim de consumi-la
mas nem assim consegui
organizar-me para que pudesse ver
(re)aparecer os versos da tradução
então parei de procurar e buscar
nesse instante é que me apareceu
a tal
a mim ela veio
numas palavras que se revelaram
irritantemente adequadas
(re)fiz o meu eu
através das tais palavras que mágicas não são
mas a descrevem como nenhuma outra: preto e verde

2 comentários:
Cette fête a été très créative!
:)
Léia
tem algo a ver com o tweet que tu deixou ontem? preto e verde, hmm... há teorias.
Postar um comentário