segunda-feira, 12 de outubro de 2009

àquela, a (in)devida tradução

"Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?"
(Traduzir-se, de Ferreira Gullar)

meditei sobre como escrevê-la
arranquei do meu eu a vontade de trazê-la
(re)busquei em mim algo para descrevê-la
irritei-me por não haver maneiras de traduzi-la
nas minhas ondas fui pescá-la
a fim de consumi-la

mas nem assim consegui
organizar-me para que pudesse ver
(re)aparecer os versos da tradução
então parei de procurar e buscar
nesse instante é que me apareceu
a tal

a mim ela veio
numas palavras que se revelaram
irritantemente adequadas
(re)fiz o meu eu
através das tais palavras que mágicas não são
mas a descrevem como nenhuma outra: preto e verde

2 comentários:

Cezar and Léia disse...

Cette fête a été très créative!
:)
Léia

Anônimo disse...

tem algo a ver com o tweet que tu deixou ontem? preto e verde, hmm... há teorias.